Infancia, rebelión y esclavitud en la novela O Mulato, de Aluísio Azevedo

Autores/as

Palabras clave:

Historia, literatura, esclavitud, infancia, Maranhão

Resumen

Este artículo busca analizar la representación de los niños esclavizados a partir del personaje infantil Benedito, del romance O Mulato, de Aluísio Azevedo (1857-1913). Hacemos uso del diálogo entre Historia, literatura e interseccionalidad, buscando captar en la esquematización del ser ficticio y en su enunciación, aspectos de la realidad brasileña, en particular de Maranhão decimonónico. Para tomar en cuenta particularidades históricas, nos apoyamos en otros documentos: anuncios de fugas, compra y venta de esclavizados en periódicos de la ciudad, además de los códigos de postura de São Luís. De este modo, tenemos el propósito de cotejar texto con contexto, para comprender cómo lo literario refuerza las imágenes de control sobre el negro. Partimos de la idea de que el término “moleque” es una categoría literaria y social construida para determinar la función de los niños en el orden esclavista. La palabra carga una dimensión histórica y está marcada por estereotipos raciales que fueron resignificados a lo largo del tiempo.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

AGASSIZ, Jane Antonia Sales Rocha. Infância, trabalho e escravidão na obra de Aluísio Azevedo. Boletim Informativo Unimotrisaúde em Sociogerontologia, v. 26, n. 20, p. 1-8, ago. 2021. Disponível em: https://www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/BIUS/issue/

view/461. Acesso em: 28 fev. 2025.

ALENCAR, José de. O demônio familiar. Rio de Janeiro: Tipografia de Soares & Irmão, 1858.

ARIZA, Marília Bueno de Araújo. Crianças/ventre livre. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz; GOMES, Flavio dos Santos (org.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 169-175.

AZEVEDO, Aluísio. O mulato. Maranhão: Typ. do País, 1881.

AZEVEDO, Aluísio. O mulato. 3. ed. São Paulo: Principis, 2020.

CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na corte. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

COLLINS, Patricia Hill. Mammies, matriarcas e outras imagens de controle. In: COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: consciência e a política do empoderamento. Tradução: Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Boitempo, 2019. p. 135-178.

COLLINS, Patricia Hill; BILGE, Sirma. Interseccionalidade. Tradução: Rane Souza. São Paulo: Boitempo, 2021.

COWLING, Camillia. “Como escrava e mãe”: mulheres e abolição em Havana e no Rio de Janeiro. In: MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo; CASTILHO, Celso Thomaz (org.). Tornando-se livre: agentes históricos e lutas sociais no processo de abolição. São Paulo: Edusp, 2015. p. 143-166.

DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Tradução: Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016.

DEBRET, Jean-Baptiste. Debret e o Brasil: obras completas, 1816-1831. Rio de Janeiro: Capivara, 2009.

EAGLETON, Terry. Humor: o papel fundamental do riso na cultura. Rio de Janeiro: Record, 2020.

FRAGA FILHO, Walter. Mendigos e vadios na Bahia do século XIX. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1994.

FREYRE, Gilberto. Sobrados e mucambos. São Paulo: Global, 2004.

FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala. São Paulo: Global, 2005.

GÓES, José Roberto de; FLORENTINO, Manolo Garcia. Crianças escravas, crianças dos escravos. In: PRIORE, Mary Del (org.). História das crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 2010.

HALL, Stuart. Identidade cultural e diáspora. Comunicação & Cultura, n. 1, p. 21-35, 1 jan. 2006. Disponível em: https://doi.org/10.34632/comunicacaoecultura.2006.10360. Acesso em: 14 fev. 2024.

HOOKS, Bell. Olhares negros: raça e representações. Tradução: Stephanie Borges. São Paulo: Elefante, 2019.

KIDDER, Daniel Parish; FLETCHER, James Cooley. O Brasil e os brasileiros. Tradução: Elias Dolianiti. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1941.

LEITE, Miriam L. Moreira. A infância no século XIX segundo a memória e livros de viagem. In: FREITAS, Marcos Cezar de (org.). História social da infância no Brasil. São Paulo: Cortez, 2001. p. 19-52.

MACEDO, Joaquim Manuel. A moreninha. Rio de Janeiro: Tipografia Americana de I. P. da Costa, 1845.

MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Mulher, corpo e maternidade. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz; GOMES, Flávio dos Santos (org.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 334-342.

MATTOSO, Kátia de Queirós. O filho da escrava: em torno da Lei do Ventre Livre. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 8, n. 16, p. 37-55, mar./ago. 1988.

MAUD, Ana Maria. A vida das crianças de elite durante o Império. In: PRIORE, Mary Del (org.). História das crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 2010. p. 74-95.

MÉRIAN, Jean-Yves. Aluísio Azevedo, vida e obra (1857-1913): o verdadeiro Brasil do século XIX. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo; Banco Sudameris, 1988.

MOTT, Maria Lúcia de Barro. A criança escrava na literatura de viagens. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 31, p. 57-68, 1979.

ROMANO, Valter Pereira; SEABRA, Rodrigo Duarte. Menino, guri ou piá? ALFA, São Paulo, v. 58, n. 2, p. 463-497, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-5794-1405-9. Acesso em: 14 fev. 2025.

SCHLICHTHORST, Carl. O Rio de Janeiro como é, 1824-1826: uma vez e nunca mais. Brasília: Senado Federal; Conselho Editorial, 2000.

SELBACH, Jeferson Francisco (org.). Código de Postura de São Luís/MA. São Luís: Edufma, 2010.

SILVA, Rafael Domingos Oliveira da. “Negrinhas” e “negrinhos”: visões sobre a criança escrava nas narrativas de viajantes. Revista de História, Salvador, v. 5, n. 1-2, p. 107-134, 2013.

SOUZA, Silvia Cristina Martins de. O demônio familiar, de José de Alencar, no Teatro D. Maria II. Topoi (Rio J.), Rio de Janeiro, v. 22, n. 46, p. 116-137, jan./abr. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2237-101X02204606. Acesso em: 28 fev. 2025.

SUGUIMATSU, Isabela Cristina. Atrás dos panos: vestuário, ornamentos e identidades escravas: Colégio dos Jesuítas, Campos dos Goytacazes, século XIX. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016.

SLENES, Robert. Na senzala, uma flor: esperança e recordação na formação da família escrava. Brasil Sudeste, século XIX. Campinas: Ed. Unicamp, 2011.

TEIXEIRA, Heloísa Maria. Meninos-dos-olhos do senhor: crianças escravas nas propriedades de Mariana (1850-1888). In: ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 14., 2004, Caxambu. Anais [...]. Caxambu: ABEP, 2004. v. 14, p. 15-16.

VILLA, Valência; FLORENTINO, Manolo. Abolicionismo inglês e tráfico de crianças escravizadas para o Brasil, 1810-1850. História, São Paulo, v. 35, p. 1-20, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-436920160000000078. Acesso em: 15 fev. 2025.

Publicado

2026-08-17