As raízes sociais da violência na sociedade moçambicana contemporânea

Joaquim Miranda Maloa

Resumo


Este artigo, discute a relação entre o processo de formação do Estado Nacional pós-colonial e as práticas violentas, que possibilitaram o desenvolvimento da “potencialidade de violência”, que temos atualmente. A reflexão foi baseada na revisão bibliográfica e documental, onde analisou-se as amplas práticas sociais da formação do Estado Nacional, a partir das teorias de exposição da violência. Demonstrou-se que as regras e leis impostas na construção do Estado Nacional criou um espaço fora da jurisdição humana, em que as decisões sobre a vida e a morte se tornaram inteiramente arbitrárias. Para além desses aspectos, o estudo ainda demostrou também, que os aspectos meramente empíricos, como a guerra civil e as políticas de controlo estatal, constituíram experiências culturais comuns de violência, que moldaram a identidade dos moçambicanos, do mesmo modo que outras instituições sociais. O estudo concluiu que as práticas violentas contemporâneas estão inscritas em uma grande continuidade das experiências culturais de violência do passado pós-colonial, que sustenta as violações dos direitos humanos mesmo quando garantidos pela Constituição.

Palavras-chave


Violência, Aldeias comunais, Operação produção, Lei de Chicotada e Pena de Morte.

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