MEU E/OU NOSSO: Capacete Entretenimentos

Kamilla Nunes

Resumo


O artigo apresenta uma pesquisa sobre o Capacete Entretenimentos, um espaço de interlocução e intermediação, criado por Helmut Batista, na cidade do Rio de Janeiro, em 1998. O que se propõe no texto a seguir, meu e/ou nosso, é uma reflexão sobre esse espaço a partir de uma perspectiva crítica e histórica. 


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Referências


Transcrição de fragmentos do vídeo de campanha de financiamento coletivo para o programa artístico e educacional de 2016, do Capacete Entretenimentos. Disponível em:

https://www.kickstarter.com/projects/2058335054/brazilian-artists-at-capacete?lang=de. Acesso em 14 de junho de 2016.

COTRIM, Cecilia; FERREIRE, Glória. Escritos de artistas: anos 60/70. 2 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009, p. 205.

Helmut Batista (Rio de Janeiro, 1964) estudou ópera na ESAT e trabalhou na Ópera de Vienna. Em 1998 fundou o Capacete Entretenimentos. Como artista, até 1997, expôs na Gallery Schipper, Air de Paris, Massimo de Carlo, Von Senger entre outras. Em 2013 curou e organizou uma mostra no Portikus em Frankfurt.

AGORA -- Agência de Organismos Artísticos (Rio de Janeiro, RJ, 1999 a 2003). Em agosto de 1999, Eduardo Coimbra, Raul Mourão e Ricardo Basbaum se uniram para criar o AGORA, cujas atividades envolveram colóquios, seminários e exposições. As atividades da agência foram precedidas por uma série de realizações coletivas, iniciadas em 1988, com a criação do Visorama, grupo de discussão em torno das questões modernas e contemporâneas em arte.

No texto “Entre fronteiras impingidas e cidades afet(u)adas”, publicado em “Livro para ler: 10 anos de Capacete”, Marcia Ferran discorre sobre a noção de “hospitalidade” e o Capacete Entretenimentos.

BATISTA, Helmut (org.). Livro para ler: 10 anos de capacete. RJ: Capacete Entretenimentos, 2008, p. 36.

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Texto de Helmut Batista “quem-somos-2010.pdf ” enviado por e-mail em 2013.

FRANKOWICZ, Marcos. (Org.). Si, tiene en portugués. 1ed. São Paulo: FUNARTE, 2015, v. 1, p. 42.

A Merzbau (Coluna Merz) teve início em 1920 e durou treze anos, até ser destruída durante a guerra, em 1943. A Merzbau foi criada pelo escritor, poeta, performer e tipógrafo Kurt Schwitters, um artista refugiado que se autonominava “Merz”. Schwitters se apropriava de coisas encontradas para construir a Merzbau, sempre de dentro para fora. Composta por grutas, vales, depressões e superfícies justapostas, havia na Merzbau uma noção de casa dentro da casa, de psicoarquitetura -- reconstruir através dos cacos (dadaísmo), onde estão presentes lembranças de toda a vida do artista. O espaço se tornou o trabalho e, o artista, o espaço. Schwiters era a parte mais importante da Merzbau: seu conceito de obra não incluía apenas todos os tipos de arte que deviam ser reunidos na “obra de arte Merz completa”, mas também sua própria pessoa.

NAVARRO, Santiago García. (Org). El pez, la bibiceta y la maquina de escribir: un libro sobre el encuentro de espacios y grupos de arte independientes de América Latina y Caribe. 1ª ed. -- Buenos Aires: Fund. Proa, 2005, p. 33.

“O Jornal Capacete nasceu em 2001, denominado Planeta Capacete. Com tiragem de 5.000 exemplares, distribuído gratuitamente para várias regiões do país, o Planeta Capacete, em todo o seu período de existência (2001-2004), teve sempre como norma convidar artistas para projetar cada número publicado. Cada artista convidado tinha, portanto, a liberdade de criar o periódico da forma que melhor lhe conviesse: o formato e até mesmo, se assim o desejasse, interferir no corpo editorial. A única limitação era o material, que deveria ser de baixo custo, possibilitando uma grande tiragem, assegurando dessa forma uma maior distribuição no processo de sua circulação”. MELIM, Regina. In: Revista: Estudio, Artistas Sobre outras Obras, Ano 1, Número 1, Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes, Lisboa, 2010.

Em 2002, convidado a participar da edição da 25ª Bienal de São Paulo, Helmut Batista convidou dois artistas para dividirem essa experiência com a galeria ou escritório móvel A Banca: a francesa Marie-Ange Guilleminot e o brasileiro Marssares.

MELIM, Regina. (Org). ¿Hay en portugués? 5. Florianópolis: Editora par(ent)esis, 2016.

BANCHERO, Irene; FONTES Claudia; ZICCARELLO, Pablo. (Org.). La sociedade imaginada: desde el arte contemporâneo en Argentina. Buenos Aires: Proyecto Trama, 2002, p. 84.




DOI: https://doi.org/10.37235/ae.n36.18850

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