DANDO BANDEIRA: RELATOS PARA COMUNIDADES IMAGINADAS / Dando bandeira: stories for imagined communities

Caio Riscado

Resumo


O artigo tem como objeto a análise da produção de bandeiras confeccionadas por artistas brasileiros. A partir da ideia de que bandeiras são objetos performativos e propositivos, que impulsionam a formalização de novos relatos e comunidades fora das lógicas de representatividade e pertencimento das macropolíticas, as obras Bandeyra Nacional (2015), de Frederico Costa, Amarelo, sei lá... desespero (2019), de Ítala Isis, e América é Marica (2019), de Francisco Mallmann, são utilizadas para a reflexão sobre as noções de inespecificidade na arte, desidentificação e grupalidade.

Palavras-chave: Brasil; Bandeira; Representatividade; Pertencimento; Inespecificidade.

 

Abstract


This article has as its object of analysis a set of flags made by Brazilian artists. Starting from the idea that flags are performative and propositive objects able to propel the formalization of new stories and communities outside the logics of representativity and belonging of macropolitics, the pieces Bandeyra Nacional (2015), by Frederico Costa, Amarelo, sei lá... desespero (2019), by Ítala Isis, and América é Marica (2019), by Francisco Mallmann, are used to reflect about the notions of unspecificity in art, disidentification and groupality.

Keywords: Brazil; Flag; Representativity; Belonging; Unspecificity.


Texto completo:

PDF

Referências


BUTLER, Judith. Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do sexo. In: LOURO, Guacira Lopes (org.). O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano. Artes de fazer. Rio de Janeiro: Vozes, 1994.

FABIÃO, Eleonora. Performance e teatro: poéticas e políticas da cena contemporânea. Sala Preta, São Paulo, n. 8, 2009.

GARRAMUÑO, Florencia. Frutos estranhos: sobre a inespecificidade na estética contemporânea. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.

IORIO, Maria Isabel. Aos outros só atiro o meu corpo. Bragança Paulista: Editora Urutau, 2019.

MALLMANN, Francisco. América. Bragança Paulista: Editora Urutau, 2020.

MISKOLCI, Richard. Teoria queer: um aprendizado pelas diferenças. Belo Horizonte: Autêntica Editora; Ufop, 2012. (Série Cadernos da Diversidade 6).

MUÑOZ, José Esteban. Disidentifications: queers of color and the performance of politics. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1999.

OITICICA, Hélio. [1968]. O herói anti-herói e o anti-herói anônimo. Sopro, n. 45, 2011. Disponível

em: culturaebarbarie.org/sopro/arquivo/heroioiticica.html. Acesso em 10 maio 2020.

PELBART, Peter Pál. Elementos para uma cartografia da grupalidade. In: SAADI, Fátima; GARCIA, Silvana (org.). Próximo ato: questões da teatralidade contemporânea. São Paulo: Itaú Cultural, 2008.

PRECIADO. Paul B. Um apartamento em Urano: crônicas da travessia. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

PRECIADO, Paul B. Multidões Queer: notas para uma política dos anormais. Revista de Estudos Feministas, Florianópolis, v. 19, n. 1, 2011.

QUILICI, Cassiano. Atonin Artaud: teatro e ritual. São Paulo: Fapesp; Anna Blume, 2004.

RIVERA, Tania; PUCU, Izabela. Arte, memória, sujeito: bandeiras na Praça General Osório 1968 / bandeiras na Praça Tiradentes 2014. Lua Nova, São Paulo, 96, p. 177-190, 2015.

SÜSSEKIND, Maria Luiza. As (im)possibilidades de uma base comum nacional. e-Curriculum, São Paulo, v.12, n. 3, p. 1512-1529, 2014.




DOI: https://doi.org/10.37235/ae.n41.11

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2021 arte e ensaios

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.