Francisco José Tenreiro: voz de coração em África
Resumo
Apresentam-se leituras das antologias Coração em África (1982) e Obra Poética (1994), do poeta são-tomense Francisco José Tenreiro, considerado o “inventor” da Modernidade nas letras da sua pátria. Consideram-se, nessas leituras, os preceitos da Negritude e o modo inaugural como Francisco José Tenreiro apresenta e articula seus pressupostos no cenário da poesia são-tomense. Analisam-se os trânsitos literários desse escritor, cujos diálogos extrapolavam espaços territoriais, demonstrando-se atento às (r)evoluções e às vanguardas do século XX. Seu primeiro livro, Ilha de Nome Santo, publicado em 1942, é considerado um marco dos ideais da Negritude nas letras africanas, escritas em língua portuguesa. Tendo falecido precocemente, deixou obras inéditas, que possibilitaram as edições de Coração em África (1982) e Obra Poética (1994).
Palavras-chave: Francisco José Tenreiro, Literatura são-tomense, Modernismo, Negritude.
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