Histórico dos Achados de Tartarugas Fósseis do Brasil

Gustavo Ribeiro de Oliveira, Pedro Seyferth R. Romano

Resumo


Vinte e duas espécies de tartarugas fósseis brasileiras foram reconhecidas formalmente até o momento. Os registros mais antigos datam do Cretáceo Inferior da Bacia do Araripe, de onde são conhecidas cinco espécies: Araripemys barretoi Price, 1973 (Pelomedusoides, Araripemydidae), Santanachelys gaffneyi Hirayama, 1998 (Chelonioidea, Protostegidae), Brasilemys josai Broin, 2000 (Pelomedusoides, Brasilemydidae), Cearachelys placidoi Gaffney, Campos & Hirayama, 2001 (Pelomedusoides, Bothremydidae), e Araripemys arturi Fielding, Martill & Naish, 2005. Do Cretáceo Superior são conhecidas: Roxochelys harrisi (Pacheco, 1913) (Pelomedusoides, nomen dubium), Bauruemys brasiliensis (Staeche, 1937) (Pelomedusoides, incertae sedis), Roxochelys wanderleyi Price, 1953 (Pelomedusoides, ?Podocnemididae), Bauruemys elegans (Suárez, 1969) (Pelomedusoides, Podocnemididae), e Cambaremys langertoni França & Langer, 2005 (Pelomedusoides, Podocnemididae) procedentes da Bacia Bauru; e Apodichelys lucianoi Price, 1954 (Pelomedusoides, incertae sedis) proveniente da Bacia Potiguar. Da Bacia Amazonas (Neógeno) são conhecidas: Chelus quaternarius (Rodrigues, 1891) (Chelidae, nomen dubium), C. macrococcygeanus (Rodrigues, 1892) (nomen dubium), C. lewisi Wood, 1976, C. colombianus Wood, 1976, Podocnemis bassleri Williams, 1956, Podocnemis negrii Carvalho, Bocquetin & Broin, 2002 (Pelomedusoides, Podocnemididae) e Stupendemys souzai Bocquentin & Melo, 2006 (Pelomedusoides, Podocnemididae). Da Bacia de Taubaté (Oligoceno Superior- Mioceno Inferior) foram reconhecidos espécimes de Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812) (Chelidae). Da Bacia do Paraná (Pleistoceno Superior-Holoceno Inferior) foram registrados exemplares de Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835), Hydromedusa tectifera Cope, 1869 (Chelidae) e Geochelone carbonaria (Spix, 1824) (Testudinidae). Também são encontrados restos de tartarugas em outras cinco bacias (Parnaíba, São Luís, Paraná, Itaboraí, e Pernambuco-Paraíba) além do registro de Phrynops sp. em sedimentos pleistocênicos na Gruta Curupira no estado do Mato Grosso. Apresentamos aqui um sumário sobre a história das descobertas discutindo o status taxonômico de cada espécie.

Palavras-chave


Testudines; Pelomedusoides; Cretáceo; Brasil; Taxonomia

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