A modernidade como teodiceia. Leibniz entre a indiferença e a univocidade de Deus

Alfredo Gatto

Resumo


O objetivo deste artigo é analisar a recepção crítica da teoria cartesiana das verdades eternas no pensamento de Leibniz. A sua reflexão, de fato, pode ser interpretada como uma tentativa de fazer face às implicações e às possíveis consequências da doutrina de Descartes. Aliás, se o filósofo alemão não tivesse criticamente interrogado as premissas da teoria cartesiana, nunca teria podido formular um discurso capaz de justificar o agir divino. À luz desta exigência, Leibniz acaba por limitar a extensão do poder divino, reintroduzindo, após Descartes, a univocidade entre Deus e as criaturas.

Palavras-chave


Descartes; Hobbes; problema do mal

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DOI: https://doi.org/10.35920/arf.2016.v20i1.41-59



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ISSN 1414-3003, Qualis A2

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