A ética do Tractatus

João Vergílio Gallerani Cuter

Resumo


A ética do Tractatus não pode ser corretamente entendida sem o reconhecimento do papel desempenhado na lógica pelo sujeito transcendental. O elo entre nomes e objetos, ao mesmo tempo que não pode ser descrito, deve ser criado de algum modo, e somente um sujeito transcendental teria condições de criá-lo. O sujeito transcendental deve ser visto como uma intencionalidade operando fora do mundo, e "visando" a substância do mundo, o mundo sub specie aeterni. Pelas mesmas razões, só podemos conceber a felicidade absoluta como um visar puro e não-instrumental dessa ordem atemporal.

 

Abstract

Tractarian Ethics cannot be correctly understood without recognition of the logical role played by the transcendental subject. The link between names and objects cannot be described, but must be criated somehow. Only a transcendental subject could create it. The transcendental subject must be an intentionality working outside the world, and "meaning" the substance of the world, the world sub specie aeterni. By the same token, absolute happiness can only be conceived as a pure, non-instrumental "meaning" of this atemporal order.


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DOI: https://doi.org/10.35920/arf.2003.v7i2.43-58



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ISSN 1414-3003, Qualis A2

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