O solipsismo na filosofia de George Berkeley

Vinícius França Freitas

Resumo


O artigo avança a hipótese de que a filosofia de George Berkeley não supera o solipsismo. Para isso, apresentam-se quatro dificuldades em seus argumentos em favor de outras existências: (I) o argumento sobre a existência de uma causa externa para as ideias sensíveis enfrenta a dificuldade de não eliminar a possibilidade de a própria mente ser
a causa dessas ideias; (II) o argumento presente nos Diálogos para provar a existência de Deus é circular: ele pressupõe a existência de objetos distintos da mente, contudo, o argumento para a existência desses últimos pressupõe a existência de Deus; (III) o argumento em favor da existência de objetos distintos da mente, além de envolvido na circularidade mencionada, é desenvolvido sem com que Berkeley apresente uma noção clara do que são esses objetos; (IV) o argumento em favor da existência de outras mentes, no que parece ser sua intepretação mais plausível – que afirma que é possível inferior a existência de outras mentes a partir da observação nos indivíduos de ações irregulares, inconstantes e viciosas –, enfrenta a dificuldade de que, em um cenário em que ações desse tipo não existem, Berkeley perde a evidência da existência de outras mentes.

Palavras-chave


solipsismo; Berkeley; mundo externos; outras mentes; solipsism; Berkeley; external world; other minds

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