Considerações sobre a teoria da eternidade da mente em Espinosa

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Resumo

O artigo discute os principais elementos que permitem mostrar que e como Espinosa rompe radical- mente com as teses fundamentais da doutrina tradicional da imortalidade pessoal, substituindo-a por uma teoria original da eternidade individual da mente. Para tal, o artigo se dedica sobretudo à análise das distinções entre eternidade e sempiternidade, por um lado, e individualidade e identida- de pessoal, por outro lado.

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Biografia do Autor

Marcos André Gleizer, UERJ

Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987), doutorado em Filosofia pela Université de Paris IV - Sorbonne (1992) e pós-doutorado em Filosofia pela Princeton University (2002), pela Université de Bourgogne (2014) e pela Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne (2024). Atualmente é professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É Editor Associado da Revista Analytica. Membro do Seminário Filosofia da Linguagem e pesquisador do CNPq. É membro fundador da Red Iberoamericana Descartes e do seu comitê gestor desde 2018. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Moderna, atuando principalmente nos seguintes temas: conhecimento, metafísica, ética, Espinosa e Descartes.

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Publicado

10-12-2025

Como Citar

GLEIZER, Marcos André. Considerações sobre a teoria da eternidade da mente em Espinosa. Analytica - Revista de Filosofia, [S. l.], v. 26, n. 2, p. 38–55, 2025. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/analytica/article/view/71719. Acesso em: 9 fev. 2026.