IDENTIDADE MASCULINA E AGRESSIVIDADE: LIMITES PARA O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Mirela Marin Morgante

Resumo


Na sociedade contemporânea de dominação masculina, a linguagem do senso comum constrói as identidades de gênero por meio de uma perspectiva essencialista, de diferenciação e de oposições binárias. A identidade masculina é a positiva, marcada pelo poder, pelo domínio, pela razão, pela frieza e pela agressividade, em oposição à identidade feminina – negativa, é o Outro, o diferente –, que se associa à submissão, à passividade, à paixão, à natureza, à inferioridade, ao cotidiano e à fraqueza. O presente artigo pretende analisar o processo de produção da identidade masculina e suas características, particularmente no que se refere à agressividade presente na dinâmica de identificação dos homens, que dificultam o enfrentamento à violência de gênero. O objetivo é mostrar que com uma produção identitária marcada pela exclusão e pela diminuição do outro, assim como pela violência e pela agressividade, é difícil o rompimento por parte dos homens das relações violentas que permeiam suas vidas, especialmente no que se refere ao rompimento de relações agressivas contra as mulheres.

Palavras-chave


Identificação; Agressividade; Violência de gênero;

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Referências


Referências Bibliográficas

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