GÊNERO E PODER NA CRISE SUCESSÓRIA PORTUGUESA DE 1578-80: BREVES NOTAS SOBRE A CANDIDATURA DE D. CATARINA, DUQESA DE BRAGANÇA

Fernanda Paixão Pissurno

Resumo


Partindo do estudo de caso de D. Catarina, duquesa de Bragança, pretendemos analisar brevemente o ambiente político-cultural europeu hostil da segunda metade do século XVI em relação à possibilidade de uma rainha reinante. Neta por linha masculina de D. Manuel I, cognominado O Venturoso (1469-1521), por meio de seu falecido pai, o infante D. Duarte (1515-40), a duquesa de Bragança encontrou-se como a última pretendente legítima da casa de Avis durante o breve e tenso reinado de seu tio, o Cardeal Rei D. Henrique (1512-80). Apesar de ter sido considerada desde o princípio pelo idoso monarca como sendo a herdeira legítima de Portugal em detrimento de outros influentes candidatos, como Felipe II da Espanha e D. Antônio, prior do Crato, o fato é que a pretensão de D. Catarina apenas seria reconhecida como válida mais de duas décadas depois de sua própria morte, com a ascensão de seu neto, D. João IV, ao trono português durante a Restauração de 1640.

Palavras-chave


História de Portugal; Casa de Avis; Casa de Bragança;

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