PARTIDO OU SINDICATO? A CUT E A QUESTÃO POLÍTICA

Antônio Guedes Gonçalves Canha

Resumo


Este artigo é o resultado de uma pesquisa sobre a primeira década de existência da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Fruto de um sindicalismo politizado, a CUT enfrentou, na década de 1980, o desafio de definir qual seria a sua relação com a política, no sentido institucional e amplo. A análise da trajetória dos grupos que vieram a fundar a Central e depois constituíram campos distintos no interior da organização revelou a silhueta de um impasse, que sugiro ser a “questão política” da CUT. Entre a representação estritamente sindical de trabalhadores nas barganhas com o patronato, de um lado, e o compromisso amplo de transformação da sociedade, do outro, os diferentes atores da CUT tiveram de encontrar algum equilíbrio. Ao final, a pesquisa revelou que a corrente majoritária, a Articulação Sindical, conduziu a Central para um rumo relativamente despolitizado e sindicalizado em sentido estrito, no qual o sentido econômico prevalece sobre o político. Por fim, sugere-se uma interpretação de tal processo a luz da redemocratização e da constituição de esferas sociais relativamente autônomas para contrapor-se às tradicionais análises excessivamente normativas.

Palavras-chave


Central Única dos Trabalhadores; sindicalismo; política.

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