CORPOS-VOZES DA DITADURA BRASILEIRA: O TESTEMUNHO DE MULHERES EM QUE BOM TE VER VIVA (1989)
Resumo
O presente artigo visa à reflexão sobre o impacto do documentário Que bom te ver viva (1989), no tempo passado e presente. A obra, dirigida por Lúcia Murat – ex-presa política –, abre espaço, através da arte, para que outras mulheres, também vítimas da violência ditatorial, narrem suas histórias, escancarando um recorte dentro do autoritarismo: a violência de gênero perpetrada pela ditadura no Brasil. Dentro do texto documentarial, o real e o ficcional se traspassam, performando a prática testemunhal. Entre o lembrar e o esquecer, narrativas obliteradas pela oficialidade histórica ganham espaço. Nesse sentido, o documentário mostra-se como um importante instrumento de combate às diversas políticas de apagamentos ainda vigentes na sociedade brasileira.
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