O trauma de guerra em Mrs. Dalloway (1925), de Virginia Woolf
Resumo
Nas relações entre história e literatura, o artigo apresenta as maneiras com que a autora inglesa Virginia Woolf (1882-1941) utiliza do modernismo na elaboração da narrativa sobre o trauma do pós-guerra em Mrs. Dalloway (1925). Através dos protagonistas da história, Clarissa Dalloway e Septimus Smith, bem como os demais personagens do enredo, é contextualizado como Woolf instrumentaliza recursos como o discurso indireto e o fluxo de consciência, para explorar o interior psicológico e subjetivo na trama de seus personagens, a partir das colocações do autor argentino Alan Pauls, e das docentes Juliana Pimenta Attie, e Marta Correia. Em seguida, mobilizamos a obra Trauma and Literature (2017) e autores como Márcio Seligmann-Silva nas relações entre história e literatura com o trauma, no contexto pós-Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Por fim, é explorado o tempo e a memória narrativa na escrita woolfiana, utilizando os trabalhos de Gabriela Monteiro da Costa e Genilda Azêredo, elucidando Woolf como parte do que Hayden White compreende como a escrita moderna da história, propiciada pelos eventos do início do século XX. Desse modo, o artigo compreende Woolf como uma teórica do trauma, através da sua narrativa literária e compreensão histórica sobre o tema.
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