Entre florestas e desigualdades estruturais: Os desafios das políticas socioambientais no México
DOI:
https://doi.org/10.51861/ded.2mv5.3.Stp.14.ztAbstract
O desmatamento e a redução da pobreza foram questões centrais no desenvolvimento da Agenda 2030 e no estabelecimento de suas metas. O México, assim como outros países de renda média, ainda enfrenta o desafio de proporcionar bem-estar a um contingente significativo da população que depende do uso de recursos naturais e que convive com privações sociais históricas e elevada incidência de pobreza monetária. O estudo do binômio florestas–pobreza parte do reconhecimento de que existem diferentes mecanismos que impactam essa relação. Especificamente, este documento aborda a relação entre a população rural em situação de pobreza e as florestas no caso do México. É crucial investigar como essa relação é conceituada nas políticas setoriais e nos programas sociais entre 2000 e 2023. O objetivo deste trabalho é avaliar as possíveis sinergias e concomitâncias entre três políticas setoriais —política florestal, política de desenvolvimento social e política de desenvolvimento rural — e sua abordagem aos riscos socioambientais do país. São analisadas as trajetórias em termos de recursos, cobertura e finalidade dos programas sociais incluídos nessas políticas. O texto busca contribuir para a discussão sobre se as atuais diretrizes das políticas setoriais e os programas sociais existentes podem efetivamente favorecer o alcance das metas da Agenda 2030 em relação ao desmatamento zero e à erradicação da pobreza no México.
