O estado de erê como experiência lúdico-transformacional

Ana Maria de Oliveira Urpia, Leandro dos Santos Conceição

Resumo


Este artigo pretende evocar, do interior do universo simbólico da arkhé negrobrasileira, a figura do erê para pensar o lúdico na saúde das comunidades negras e na clínica do adulto. Partindo da noção de experiência lúdica, em Cipriano Luckesi (2014), propõe pensarmos o estado de erê como uma experiência lúdico-transformacional. Compreendendo o lugar que este ocupa no campo religioso, analisa-o, porém, do ponto temas em destaque temas sobresalientes número 32 . ano/año 10 . jan - abr 2022 . 204 de vista psicológico. Assim, após fazer algumas considerações acerca do arquétipo da criança em Jung (2014) e Hillman (1998) e do estado de erê conforme descrito pela literatura e vivenciado pelo segundo autor do texto, babalorixá no Recôncavo da Bahia, sugere que o erê tem o potencial de: 1) mobilizar poderosas metamorfoses no estado de ser de quem está de erê; 2) facilitar a comunicação ego-self. O “erê”, enquanto símbolo, tem valor transformacional e pode, por meio do lúdico que encarna no adulto, diminuir a tensão de opostos e produzir saúde psíquica.


Palavras-chave


“Estado de Erê”; “Arquétipo da criança”; “Experiência lúdico-transformacional; Saúde Psíquica.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.54948/desidades.v0i32.46705

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


NIPIAC – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa para a Infância e Adolescência Contemporâneas
Universidade Federal do Rio de Janeiro - Campus da Praia Vermelha
Av. Pasteur, 250 – Urca, Prédio da Decania do CFCH
Rio de Janeiro - RJ, Brasil | CEP 22.290-902