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Luna Clara & Apolo Onze no meio do mundo: horizonte e metaficção na obra de Adriana Falcão

Mariana Souza de Almeida

Resumo


A metaficção vem sacolejar nossas certezas, desconcertá-las e deixar-nos um pouco mancos, só para seguirmos buscando uma nesga de chão que, quanto mais se procura, mais se abre em abismo e mais nos vertiginiza. O romance metaficcional Luna Clara & Apolo Onze, ao nos colocar diante de nós mesmos, no meio do mundo, no logicamente impossível entrelugar do horizonte, onde os contrários se amalgamam de forma irredutível, compele-nos a questionar: o que é real? O que é ficção? Afinal, que fronteiras são essas entre eles que nos acostumamos a definir de maneira tão impositiva? Seria o real ficção e a ficção real? O que há de real no que vemos? O que há do real no que vemos? O que há de ficção naquilo que supomos ser realidade e o que há de realidade naquilo que supomos ser ficção? Afinal, seríamos nós -- tão concretos, tão palpáveis -- fruto de artifícios alheios? Seríamos nós ficção?

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Referências


BERNARDO, Gustavo. O livro da metaficção. Rio de Janeiro: Tinta Negra, 2010.

FALCÃO, Adriana. Luna Clara & Apolo Onze. São Paulo: Moderna, 2002.

LODGE, David. A arte da ficção. Tradução de Guilherme da Silva Braga. Porto Alegre: L&PM, 2011.

PESSOA, Fernando. Poesia completa de Alberto Caeiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

SOUZA, Ronaldes de Melo e. “Introdução à poética da ironia”. Linha de Pesquisa, nº 1, 2000, pp. 27-48.




DOI: https://doi.org/10.35520/flbc.2012.v4n8a17193

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