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“Corpo de Deus, boca minha”: Adélia Prado e o erotismo do sagrado

Claudicélio Rodrigues da Silva

Resumo


Este texto se nutre de ideias de pensadores como o francês Georges Bataille e o italiano Giorgio Agamben, assim como de reflexões de autores como o mexicano Octavio Paz, para apontar a secularização da poesia de cunho religioso em A faca no peito, de Adélia Prado (1988). Assim, consegue demonstrar que a erotização do enlevo e a assunção do partido da poesia possibilitam que os versos da mineira preservem o caráter transgressivo da literatura e, no mesmo movimento, se mostrem belamente modernos.

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Referências


AGAMBEN, Giorgio. Profanações. Tradução e apresentação de Selvino José Assmann. São Paulo: Boitempo, 2007.

BATAILLE, Georges. O erotismo. Tradução de Fernando Scheibe. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

BRANCO, Lucia Castelo. O que é erotismo. São Paulo: Brasiliense, 1985.

BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia grega. Petrópolis: Vozes, 2009.

OTTO, Rudolf. O sagrado. Petrópolis: Vozes, 2007.

PAZ, Octavio. O arco e a lira. Tradução de Olga Savary. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

______. A dupla chama: amor e erotismo. Tradução de Wladir Dupont. São Paulo: Siciliano, 1994.

PRADO, Adélia. A faca no peito. São Paulo: Record, 1988.




DOI: https://doi.org/10.35520/flbc.2015.v7n14a17241

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