Imagem para capa

SÉRGIO SANT'ANNA: “O artista tem que ser corajoso”.

Dau Bastos, Iorans Souza, Juliana Cardoso Lobo, Vaneska Prates

Resumo


Sérgio Sant'Anna estreou em 1969 e, de lá para cá, publicou doze livros de ficção, além de dois volumes de poesia e uma peça de teatro. Sua prosa se compõe de contos, novelas e romances de uma singularidade tal que levou José Castello a afirmar alguns anos atrás que cada texto parece “reter o frescor da primeira vez”.

De fato, o escritor carioca vê o estilo não como marca de época ou de ego, e sim como consequência da busca de descobrir a configuração reclamada pelo conteúdo, que varia incessantemente. Essa percepção já havia levado Manuel Bandeira a diferenciar forma de fôrma e Clarice Lispector a falar em “procura humilde”. É traço da poesia e da prosa que, a partir da aragem libertária do início do século XX, intensificou o cultivo da autoconsciência e da afirmação artística.

Em conversa com Dau Bastos, Iorans Souza, Juliana Cardoso Lobo e Vaneska Prates, Sérgio Sant'Anna atribuiu essa visão da literatura ao convívio com a vanguarda mineira. Viagens e outras experiências consolidaram uma concepção da vida igualmente iconoclasta. O resultado perpassa sua obra, toda ela comprobatória de que, apesar da falta de pendor humano para a ética, a estética é um campo em que ainda logramos alguma vitória sobre nossa inevitável pequenez.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.35520/flbc.2012.v4n7a17356

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

 A revista Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea utiliza Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.


INDEXADORES E BASES DE DADOS

Google Scholar  Diadroim Base   DRJI  Livre     PKP Index ErihPlus Latindex