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Manoel de Barros e o último adeus de Bernardo

André Luís Mourão de Uzêda

Resumo


Este texto apresenta uma leitura multifacetada do livro-poema Escritos em verbal de ave, de Manoel de Barros (2013). A análise parte da materialidade do volume, que se diferencia dos formatos tradicionais em disposição por páginas ao se constituir em forma de mosaico origâmico, desafiando o leitor a um jogo de dobra-desdobra do objeto e, consequentemente, da leitura. Enveredamos pela composição, analisando a disposição fragmentária dos poemas que compõem as três partes do livro: “Uma desbiografia”, “Os desobjetos (do acervo de Bernardo)” e “Escritos em verbal de ave”. Por fim, interpretamos, no plano do conteúdo, o aspecto de “despedimento” que permeia o poema, em clara referência autobiográfica: Bernardo, seu mais famoso personagem (e lido pela crítica como alter ego do autor), dá seu último adeus, legando-nos suas palavras dementadas, pura fonte de poesia.

 


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Referências


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DOI: https://doi.org/10.35520/flbc.2017.v9n18a18037

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