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Eu, meu pai, meu avô, meu irmão: imagens de si e do outro em romances brasileiros contemporâneos

Ana Cláudia Viegas

Resumo


A partir da leitura dos romances De mim já nem se lembra (2016), de Luiz Ruffato, e Diário da queda (2011), de Michel Laub, propomos uma discussão acerca da reconfiguração da subjetividade contemporânea, segundo uma concepção dialógica de identidade/alteridade. Tendo como ponto de partida as indagações de Leonor Arfuch a respeito do “espaço biográfico contemporâneo” − ancoradas, por sua vez, no pensamento dialógico de Mikhail Bakhtin e na perspectiva relacional entre indivíduo e sociedade, de Norbert Elias −, mapearemos processos de construção de imagens de si e do outro nas referidas obras ficcionais, reiterando a dimensão narrativa dessa construção.

Palavras-chave


Luiz Ruffato; Michel Laub; ficção brasileira contemporânea; identidade; alteridade

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Referências


ARFUCH, Leonor. O espaço biográfico: dilemas da subjetividade contemporânea. Tradução de Paloma Vidal. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2010.

BARTHES, Roland. Sade, Fourier, Loyola. Lisboa: Edições 70, 1979.

ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.

FIGUEIREDO, Eurídice. Mulheres ao espelho: autobiografia, ficção, autoficção. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.

FOUCAULT, Michel. “A escrita de si”. In: ______. O que é um autor?. Lisboa: Passagens. 1992, pp. 129-60.

LAUB, Michel. Diário da queda. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

RUFFATO, Luiz. De mim já nem se lembra. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.


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