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O texto na imagem — a cal, o Cujo

Marcella Assis de Moraes

Resumo


Este texto se oferece como um percurso pela obra do autor e artista Nuno Ramos. Ao longo dele, expõem-se algumas linhas de força que se identificam no trabalho de Nuno, tanto em sua obra literária quanto em sua obra plástica. De certa forma, é como se as duas se buscassem — por um lado, os textos estudados aqui se esforçam para fazer ver a imagem — por outro, as obras plásticas elencadas procuram discutir a linguagem. Há algo de fragmentário nos trabalhos de Ramos, característica que foi amplamente comentada pela crítica. A teórica argentina Florencia Garamuño propõe mesmo que o trabalho de Nuno Ramos seja uma espécie de emblema do que ela identifica como o grande traço do contemporâneo — composições fragmentárias, estranhas a um lugar de origem e esquivas a um destino definitivo em qualquer categorização possível. Apesar desse traço, a obra de Nuno Ramos se organiza persistentemente em torno de alguns temas. O que se tem por objetivo mostrar é que esses temas cada vez mais se propõem como discussões, como pensamentos que ganham consistência, à medida que se avultam por um acúmulo de ocorrências — ora na escrita, ora na plasticidade. Nesse sentido, o que se propõe aqui não é exatamente um mapeamento dos temas caros ao trabalho de Nuno, mas um percurso ao longo dessa maneira segundo a qual ele se dispõe e se oferece.


Palavras-chave


Nuno Ramos; literatura; artes plásticas; fragmentariedade.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.35520/flbc.2019.v11n22a24678

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