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De onde vem tanta vagina? Xibunguismo e perversão na poesia vaginal de Glauco Mattoso

Mario Cesar Newman de Queiroz

Resumo


Um poeta que se autointitula podólatra e praticante de uma estética xibunguista, um poeta famoso por seus aspectos transgressivos, pornográficos, lança um livro de cem sonetos sobre o ícone maior da sexualidade heterossexual e genital. Há uma contradição nesse novo livro em relação à obra anterior do poeta? Uma traição de suas propostas de cantor de sexualidades desviantes? Pelo sim, pelo não, como pensar esse livro? Pornográfico? Este trabalho busca empreender uma pequena compreensão do livro Poesia vaginal, de Glauco Mattoso. O que uma leitura psicanalítica pode dizer sobre esse conjunto de poemas? Poesia vaginal é um livro de poemas que aponta para questões constitutivas da sexualidade humana, como a formulação de Lacan de que “a relação sexual não existe” e as angústias dessa incompletude humana. Vê-se que o termo vaginal trata de algo muito mais amplo que o termo vagina, em última instância, de todas as faltas da sexualidade humana.


Palavras-chave


Poesia vaginal; poesia brasileira; Glauco Mattoso; poesia e psicanálise

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Referências


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Sites:

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www.enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa4836/glauco-mattoso, acesso em 12/04/2019.




DOI: https://doi.org/10.35520/flbc.2019.v11n21a24726

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