“Mil camadas de lembranças da infância”: O menino antigo (de) Chico Buarque
DOI:
https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n32e65457Resumo
Bambino a Roma (2024), de Chico Buarque, é composto por um entrelaçamento entre eventos e experiências reais e ficção. O livro traz fotografias de Chico Buarque, autor do livro, ainda criança, bem como bilhetes manuscritos em inglês, com letras infantis, dos supostos colegas de Chico da época em que ele estudou em uma escola americana em Roma. O livro traz ainda uma cartinha manuscrita, também em inglês, assinada por Miss Tuttle, professora a quem o livro é dedicado. O pai de Chico, o sociólogo, historiador e crítico literário Sérgio Buarque de Hollanda, de fato se mudou para a Itália com a família, em 1953, onde permaneceu durante dois anos, trabalhando em uma universidade italiana. Esses dados referenciais contribuem para dar veracidade histórica à narrativa, como se querendo autenticar sua verdade. No entanto, a capa do livro, ao trazer o termo “ficção” logo após o título, desautoriza o leitor a ler o romance como verdade histórica, convocando-o a submeter as experiências reais de vida do autor ao status imaginativo e criativo do universo ficcional. A discussão que aqui apresentamos baseia-se no conceito de autoficção para discutir a relação entre experiência, inventividade e memória.
Palavras-chave: autoficção; experiência; memória; Bambino a Roma; Chico Buarque.
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