“...Um voo, uma vida, aquela coisa toda”: entre desejo e maternidade, os limites da liberdade feminina em Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso
DOI:
https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n32e68781Resumo
Em Suíte Tóquio (2021), as personagens de Giovana Madalosso vivenciam certas conquistas feministas e o backlash delas proveniente. Por esse caminho, a obra ilustra como o século XX foi frutífero para o movimento, que “construiu agendas sobre as quais se assentaram novas leis e políticas” (Alves; Pitanguy: 2022, 16), as quais, hoje, resvalam em novos meios de pensar e de se inserir no mundo. Nesse romance, umas das protagonistas, Fernanda, demarca as ambiguidades que regem a sociedade atual ao se destacar no mercado de trabalho e assumir uma posição patriarcalmente masculina na própria família, com a qual tem pouquíssima intimidade. Ciente disso, e a partir da leitura dessa mulher contemporânea à luz do feminismo como uma história pouco contada (Duarte: 2019), proponho uma discussão a respeito da relevância de reencontrar a trajetória do movimento a fim de repensar as formas de ser e de estar dos sujeitos femininos no mundo após tantas ondas de progresso e retrocesso. Em consonância com Elizabeth Badinter (2011; 1985) e bell hooks (2020), viso refletir acerca da pluralidade da categoria Mulher e as necessidades ainda latentes rumo ao equilíbrio de direitos, sejam eles dentro das paredes domésticas, no selvagem mercado de trabalho ou na sociedade geral.
Palavras-chave: feminismo; gênero; opressão; literatura brasileira contemporânea.
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