Poéticas extraocidentais a partir de um cosmos-sertão: o diálogo entre o nativo de Grande sertão: vereda e vozes expressivas do pensamento indígena do século XXI
DOI:
https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n32e69002Resumo
O presente trabalho se propõe a refletir sobre o sertão cósmico de Riobaldo em Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, sob o viés do diálogo entre a experiência literária que este texto traz e a relação que ele pode apresentar com expressivos pensadores indígenas do século XXI, em especial os filósofos originários Ailton Krenak e o xamã David Kopenawa, e com o perspectivismo ameríndio sobre o qual nos fala o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro. Nesse sertão de muitas vozes, a interação permanente entre humanos e não humanos, e a força da existência como fruto de um organismo consciente, refletidos na fala do caboclo nativo do sertão, Riobaldo, nos sugerem uma associação à cosmovisão desses pensadores indígenas que ganham expressão no Brasil do século XXI. O formato da narrativa, a partir de um relato oral de um nativo do sertão a um visitante da cidade, também é outro ponto de proximidade entre a obra literária e a transmissão dos conhecimentos de povos originários através de relatos etnográficos, assim como as criações linguísticas feitas por Rosa que utilizam léxicos do tupi e do guarani.
Palavras-chave: cosmovisão; perspectivismo ameríndio; Ailton Krenak; David Kopenawa; Grande sertão: veredas.
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