Flagrantes da pulsão escópica
DOI:
https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n32e71596Resumo
A partir de uma visita à exposição intitulada Mário de Andrade. Duas vidas, que aconteceu em São Paulo, em junho de 2024, no MASP[1], proponho, neste trabalho, um breve ensaio pontuando o cruzamento do olhar do escritor com o olhar do espectador. Mário de Andrade é visto, nessa exposição, não só enquanto ele vê, através de seus guardados íntimos, mas também no tempo póstumo em que, à sua revelia, seu arquivo de objetos e imagens eróticas é colocado diante do olhar do outro. Trata-se aqui de tomar a exposição como texto e sobre ela aplicar uma análise tematizando o sujeito dividido, em uma linguagem formulada nos termos da expografia em museus, isto é, uma linguagem que visa a montagem discursiva correspondente a efeitos imprevisíveis de sentido. Para tanto, o procedimento de análise opera sobre a expografia na relação do visitante com o escritor, momento em que a outra vida de Mário de Andrade é mostrada, através do olhar, tanto do escritor quanto do espectador num movimento mútuo de pulsão escópica, para usar o conceito proposto por Jaques Lacan. Este artigo traz elementos para pensar a relação entre esse arquivo íntimo e o seu processo escritural.
Palavras-chave: sujeito dividido; expografia museal; arquivo; erotismo; escrita.
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