Flagrantes da pulsão escópica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n32e71596

Resumo

A partir de uma visita à exposição intitulada Mário de Andrade. Duas vidas, que aconteceu em São Paulo, em junho de 2024, no MASP[1], proponho, neste trabalho, um breve ensaio pontuando o cruzamento do olhar do escritor com o olhar do espectador. Mário de Andrade é visto, nessa exposição, não só enquanto ele vê, através de seus guardados íntimos, mas também no tempo póstumo em que, à sua revelia, seu arquivo de objetos e imagens eróticas é colocado diante do olhar do outro. Trata-se aqui de tomar a exposição como texto e sobre ela aplicar uma análise tematizando o sujeito dividido, em uma linguagem formulada nos termos da expografia em museus, isto é, uma linguagem que visa a montagem discursiva correspondente a efeitos imprevisíveis de sentido. Para tanto, o procedimento de análise opera sobre a expografia na relação do visitante com o escritor, momento em que a outra vida de Mário de Andrade é mostrada, através do olhar, tanto do escritor quanto do espectador num movimento mútuo de pulsão escópica, para usar o conceito proposto por Jaques Lacan. Este artigo traz elementos para pensar a relação entre esse arquivo íntimo e o seu processo escritural.

Palavras-chave: sujeito dividido; expografia museal; arquivo; erotismo; escrita.

 

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Biografia do Autor

Pedro de Souza, Universidade Federal de Santa Catarina

Professor Titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor visitante Emérito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Retrato de Mário de Andrade, 1927 Lasar Segall

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Publicado

2026-03-26

Como Citar

DE SOUZA, Pedro. Flagrantes da pulsão escópica. Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea, [S. l.], v. 17, n. 32, 2026. DOI: 10.35520/flbc.2025.v17n32e71596. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/flbc/article/view/71596. Acesso em: 27 mar. 2026.

Edição

Seção

Ensaios