"Um romance político tem que ser, antes de qualquer outra coisa, romance e, subsidiariamente, político, se for esse o aspecto que o teórico-crítico reconhece. Se ele não se realizar como romance, fracassa inevitavelmente como político".
DOI:
https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n33e73479Resumo
Nos dias 11 e 12 de setembro de 2018, a Faculdade de Letras da UFRJ abriu suas portas para a realização do IX Encontro do Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea: “Poesia, Prosa, Política”. A relação entre literatura e política merece ser discutida em períodos considerados normais e, sobretudo, em momentos de exceção. A necessidade de pensar o desafio de cruzar as duas esferas se mostra ainda mais premente quando vemos que o golpe ocorrido dois anos antes, em 2016, começava a marcar contos, poemas e romances em vias de escrita ou publicação. Espaço propício ao aprofundamento, a universidade pode estimular o esforço de recorrência a experiências pretéritas que ajudem a enxergar a importância da conciliação entre os sensos crítico e estético. Da mesma forma, tem, na vasta bibliografia com que lida cotidianamente, textos percucientes sobre a crucial diferença, por exemplo, entre perspectivar e denunciar. Mas esse movimento só tem sentido se for perpassado pela democracia. Ainda sem a dimensão exata do que aquela facada ocorrida na semana anterior ao IX Fórum poderia representar no pleito presidencial de outubro de 2018, assistimos, na manhã do dia 11 de setembro, à segunda mesa do evento, intitulada “Ficção & História na América Latina”, integrada por Alcmeno Bastos e Eric Nepomuceno, tendo Dau Bastos como mediador. A versão editada da conversa constitui o original ora submetido.
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