A RECEPÇÃO DOS CLÁSSICOS NO MOVIMENTO PARANISTA: BENTO CEGO, O HOMERO PARANAENSE

Barbara Fonseca

Resumo


No presente artigo analisamos a recepção dos clássicos no Movimento Paranista a partir da personagem Bento Cego, também chamado de Homero Paranaense. Para tanto, tendo a revista Illustração Paranaense, o livro "Bento Cego", escrito em 1902 por Nestor de Castro e os manuscritos de João Turin como fontes, conhecemos a história de Bento Cego e as suas comparações com a personagem grega, visto que ambos seriam cegos, vates, sairiam nas ruas a declamar, mas com a diferença que em vez de lira, o paranaense tocava viola. Assim, entendemos que tanto Bento Cego quanto Homero seriam figuras importantes para os paranistas, e a comparação entre ambos ocorre de acordo com a necessidade do Movimento Paranista em legitimar a identidade que estava sendo construída no momento, visto que o Paraná havia se tornado província a pouco menos de 50 anos. Os clássicos eram, então, considerados um importante modelo ocidental a ser seguido ou como afirmou João Turin, os gregos antigos eram os possuidores das mais belas artes e filosofias do mundo.

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