Hipertextualidade em Fever, de Ted Hughes e Fever 103, de Sylvia Plath

Sharon Martins Vieira Noguêz

Resumo


Neste artigo, tentaremos entender a hipertextualidade existente nos poemas Fever 103º da poeta Sylvia Plath e o poema Fever, do poeta Ted Hughes e como se dão as relações existentes entre os dois poemas, segundo Gerard Genette é possível classificar o poema Fever 103º (1962) de hipotexto e o poema Fever (1998) de hipertexto, sendo possível assim estabelecer relações de intertextualidade com o título, os vocativos utilizados pelos eu-líricos e algumas estrofes de ambos os poemas que dialogam entre si, tanto o hipertexto quanto o hipotexto mantêm seus valores estéticos e são enriquecidos com o dialogismo existente entre eles, diálogo este que Bakhtin exemplifica como um reflexo, um eco de um enunciado já realizado, um eco que pode tanto aceitar ou refutar a ideia concebida anteriormente, logo, o dialogismo amplia sua possibilidade de leitura, interpretação e de relação de dois poemas individuais e plenos de expressão.


Palavras-chave: Hipertextualidade; Fever; Plath; Dialogismo; Hughes.


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