Elogio ao ócio criativo

Ricardo Alexandre Rodrigues

Resumo


Numa sociedade pautada no imediatismo e no pragmatismo das coisas, torna-se
particularmente interessante investigar a colocação de inutilidades como matéria de poesia. A inclinação para inutilidades e despropósitos é predicado da poética de Manoel de Barros que constrói imagens delirantes a fim de repensar o homem e a sociedade. Aventurar-se em falar o mundo pelas inutilidades e despropósitos evidencia a insatisfação do poeta com o olhar analítico do cotidiano. No horizonte dos versos desse poeta-crítico da palavra, pretende-se discorrer sobre o exercício de produzir pensamentos a partir de coisas sem importância.

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