A terra e a construção do comum em "Deus e diabo na terra do sol"

Débora Cota

Resumo


O estudo que aqui se apresenta, interessado nas discussões em torno das construções identitárias acerca do Nordeste, se propõe a pensar questões relacionadas à terra em um dos mais importantes filmes da cinematografia brasileira Deus e o diabo na terra do sol (1964), de Glauber Rocha. Se por um lado, como produto dos anos 60 e do Cinema Novo, o filme aborda o Brasil através do Nordeste, por outro, aborda a problemática da terra como uma problemática política e assim acaba proporcionando, mesmo através de uma trama que se passa no sertão nordestino, um deslocamento de perspectivas vigentes através das quais é recorrentemente lida a região e discutida a questão da terra. Parte-se de uma discussão em torno da identidade, especialmente da ideia de identidade cultural e nacional que, como se verá contemplam propostas que passam, em parte, pelas discussões do já clássico Comunidades imaginadas de Benedict Anderson e pela ideia de comum e “partilha do sensível” em Jacques Rancière.

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