A crítica feminista no território marginal: um quarto para Carolina Maria de Jesus?

Luiza Mançano Gomes

Resumo


Este artigo tem como objetivo apresentar uma leitura sobre a obra e a trajetória da escritora Carolina Maria de Jesus, a partir de fragmentos de Quarto de Despejo (1960) e Meu estranho diário (1986), e através de um dos tópicos fundamentais da crítica feminista, o quarto próprio, proposto por Virginia Woolf em 1929. Em diálogo com autoras como Kilomba (2016), Hill Collins (2015) e, fundamentalmente, Anzaldúa (2000), buscamos analisar os sonhos e anseios da escritora presentes em ambas as obras, bem como as contradições e as marcas da desigualdade e do racismo expressas em seus textos e na circulação inicial de sua obra, considerando que as formas de ler Carolina Maria de Jesus na contemporaneidade suscitam novas questões e convocam novas interlocuções.

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