Oficina Perdiz: a memória sem lugar

Francis Wilker

Resumo


O texto a seguir propõe uma reflexão acerca das relações entre espaço e memória, na perspectiva da preservação do bem cultural, tendo como estudo de caso o Teatro Oficina Perdiz, na cidade de Brasília, objeto de intenso jogo de tensões envolvendo movimento cultural, instituições de defesa do patrimônio (IPHAN, Secretaria de Cultura do Distrito Federal e Ministério Público) e empresas do mercado imobiliário. Para isso, recorre a noção de bem cultural desenvolvida pelo professor emérito da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, Ulpiano Meneses, procurando aplicar suas três categorias para discutir a cidade (artefato, campo de forças e representações sociais) na análise do caso envolvendo a Oficina Perdiz e as múltiplas dimensões daquele espaço. Por fim, à luz de autores como Andreas Huyssen, Flávia Brito do Nascimento e José Reginaldo Santos Gonçalves, procura evidenciar como a medida aplicada na resolução do impasse envolvendo essa oficina-teatro parece não salvaguardar os atributos que qualificariam o espaço da oficina como bem cultural, resultando na produção de um espaço sem memória e de uma memória sem lugar.


Palavras-chave


Bem cultural; Teatro Oficina do Perdiz; Memória; Brasília

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 Interfaces