Per una filologia euro-mediterranea

Stefano Rapisarda

Resumo


Frente ao fenômeno de imensa dimensão que é chamado de “globalização”, e que, enfim, no primeiro quartel do século xxi, pareceria ter adquirido, exceto funestos cataclismas históricos, todos os conotados de irreversibilidade, vão se multiplicando os sinais de crise de muitas daquelas disciplinas que foram se configurando e “profissionalizando” nos sistemas universitários europeus da metade do século xix em diante. A tese desta breve exposição, que constitui a síntese de um iminente livro sobre o tema, é que a crise se manifesta em seu grau máximo nas disciplinas fundadas entorno da ideia de construção do Estado-Nação. Uma delas é, exatamente, a Filologia Românica, que nos sistemas universitários dos vários Estados-Nação europeus, vai se definindo como disciplina científica no momento histórico em que elas enfrentam o problema de reconstruir (ou em certos casos de construir) os monumentos textuais de suas identidades, cujo momento germinal era, para muitos Estados nacionais europeus, identificado na Idade Média. O futuro da Filologia Românica, num mundo complexo e de tradições múltiplas, deverá, muito mais, ser procurado em uma mudança de cenário geocultural, que da Provença e Alsácia se desloque em direção ao Mediterrâneo, o Oriente Médio e, inclusive, o Extremo Oriente, zonas quentes do século xxi. Apenas transformando-se, a Filologia Românica poderá redescobrir a sua vocação original de se confrontar com os temas quentes da política e da identidade.

Palavras-chave


Filologia românica; Identidade; Culturas em contato

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