Escrita-vida: recontar a performance na literatura

Patrícia Colmenero

Resumo


A noção de performance tem sido largamente estudada em campos como as artes visuais e o audiovisual, além da filosofia. Contudo, há pouca fortuna crítica pensando a performance literária. Este artigo recupera um histórico sobre performance, buscando demarcar caminhos para o estudo na escrita ficcional. Para esse fim, revisa autores consagrados e artigos recém-publicados, em busca de propostas para uma criativa desterritorialização na milenar arte da escrita.

Palavras-chave


Performance; Literatura; Criação; Representação

Texto completo:

PDF

Referências


AZEVEDO, Luciane. Representação e performance na literatura contemporânea. Revista Cerrados. Brasília, n. 24, p. 203-217, jun. 2007.

BARBOSA, Rodrigo Francisco. Nietzsche e a linguagem performativa: performativos explícitos e a fala do martelo. Revista Trágica: estudos sobre Nietzsche, vol. 6, n. 1, 2013.

BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. 2 vols.

BECKETT. Samuel. Pra frente o pior. In: ___. Companhia e outros textos. São Paulo: Ed. Globo, 2012.

BEIGUI, Alex. Performances da escrita. Aletria: Revista de Estudos de Literatura. Belo Horizonte, vol. 21 n. 1, p. 27-36, jan./abr. 2011.

BOURRIAUD, Nicolas. Formas de vida: a arte moderna e a invenção de si. São Paulo: Martins Fontes, selo Martins, 2011. (Coleção Todas as Artes)

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Trad. Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

COLMENERO, Patrícia. Porque até a morte terei fome. Brasília: edição do autor, 2012.

DEL RIO, Elena. Deleuze and the cinemas of performances: powers of affection. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2008.

DELEUZE, Gilles. A imagem-tempo: cinema 2. São Paulo: Brasiliense, 2007.

_______. Crítica e Clínica. São Paulo: Editora 34, 2011.

DELEUZE, Gilles & GUATTARI, Félix. Mil Platôs. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2012. vols.1 a 5.

DERRIDA, Jacques. A escritura e a diferença. São Paulo: Editora Perspectiva, 2009.

DIAS, Rosa. Nietzsche. Vida como obra de arte. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

DOUBROVSKY, Serge. Autobiographie/Verité psychanalyse. Paris: Puff, 1988.

FAULKNER, William. O som e a fúria. São Paulo: Cosac Naif, 2014.

FOUCAULT, Michel. A escrita de si. In: ___. O que é um autor? Lisboa: Passagens, 1992.

GASPARINI, Philippe. Est-il je? Roman autobiographique et autofiction. Paris: Seuil, 2004.

GOLDBERG, Roselee. A arte da performance. Do futurismo ao presente. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

HILST, Hilda. Do desejo. São Paulo: Ed. Globo, 2004.

HOMERO. Ilíada. São Paulo: Editora Martin Claret, 2003.

KAFKA, Franz. Metamorfose. Trad. Marcelo Backes. São Paulo: L&PM, 2001. (Coleção Pocket).

KLINGER, Diana. Escritas de si, escritas do outro. O retorno do autor e a virada etnográfica. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012.

LAUB, Michel. Diário da Queda. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

LEAL, Juliana Helena Gomes. Errâncias narrativas em Nadie nada nunca, de Juan José Saer: a performance na letra. Revista Vozes dos Vales da UFVJM: Publicações Acadêmicas. Minas Gerais: UFVJM, n. 2, ano I – 10, 2012a.

______. Literatura e Performance: incursões teóricas a partir da escrita literária de Lemebel, Lispector, Prata e Saer. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/ECAP-8RVH4C/tese_juliana_leal_vers__o_final_25032012.pdf?sequence=1. Acesso em: 10 set. 2014. Tese de Doutorado. 2012b.

LEJEUNE, Philippe. Le pacte autobiographique. Paris: Éditions du Seuil, 1996.

LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

______. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

MELVILLE, Herman. Bartleby: o escrevente. São Paulo: Grua Livros, 2014.

MULVEY, Laura. Visual and other pleasures. Hong Kong: Indiana University Press, 1989.

MUTARELLI, Lourenço. O natimorto. São Paulo: DBA Artes Gráficas, 2004.

NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

PEDRON, Denise. A escrita/performance de Diamela Eltit. Aletria: Revista de Estudos de Literatura. Belo Horizonte, vol. 21 n. 1, jan./abr. 2011.

POE, Edgar Allan. Retrato Oval. 1842. Disponível em: http://www.livros-digitais.com/edgar--allan-poe/o-retrato-oval/1. Acesso em: 31 mar. 2015.

RANCIÈRE, Jacques. Deleuze e a literatura. Matraga. Rio de Janeiro: EDUERJ, n. 12, 1999. Disponível em: http://paginas.terra.com.br/arte/dubitoergosum/arquivo112.htm.

Acesso em: 31 mar. 2015.

RAVETTI, Graciela. Narrativas performáticas. In: RAVETTI, Graciela & ARBEX, Márcia (Org.). Performance, exílio, fronteiras: errâncias territoriais e textuais. Belo Horizonte: Departamento de Letras Românicas, Faculdade de Letras/UFMG: PosLit, 2002, p. 47-68.

ROSA, Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

SALINGER, J.D. O apanhador no campo de centeio. 14. ed. Rio de Janeiro: Ed. do Autor, c1950.

SANTIAGO, Silviano. Meditação sobre o ofício de criar. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/poslit/08_publicacoes_pgs/Aletria%2018/18-Silviano%20Santiago.pdf. Acesso em: 10 set. 2014. Palestra. 2008.

WALLACE, David Foster. Graça Infinita. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. São Paulo: Globo, 2013.

WOOLF, Virginia. Mrs. Dalloway. London: Hogarth, 1963.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 interFACES