A Trajetória do Futebol Brasileiro Como Manifestação das Massas e Espaço de Ascensão dos Subalternos

Valdemar Valente Junior

Resumo


Este artigo tem o objetivo de definir o espaço de atuação das camadas subalternas como agentes de transformações sociais no Brasil tendo no futebol uma referência. A prática do futebol pelas elites econômicas, que o trouxeram da Inglaterra, em poucas décadas tem sua passagem franqueada ao imaginário do proletariado que nele encontra um efetivo espaço de ascensão social. Essa condição era impossível de ser alcançada pelas configurações tradicionais do trabalho. A abordagem estende-se à projeção popular de alguns dos principais jogadores brasileiros, ao período de duas décadas sem títulos mundiais, às contradições do capitalismo na sociedade brasileira e à atual inserção internacional do futebol como material de extremo valor de mercadoria.

Palavras-chave


Futebol brasileiro; Proletariado; Cultura de massa; Globalização

Texto completo:

PDF

Referências


ANDRADE, Oswald de. Poesias reunidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.

ANTUNES, Fatima Martin Rodrigues Ferreira. “Com brasileiro, não há quem possa!”: futebol e identidade nacional em José Lins do Rego, Mário Filho e Nelson Rodrigues. São Paulo: Editora Unesp, 2004.

BARRETO, Lima. O football. In: ___. Marginália. São Paulo: Brasiliense, 1956, p. 153.

DAMATTA, Roberto. Esporte e sociedade: um ensaio sobre o futebol brasileiro. In: DAMATTA, Roberto, NEVES, Luiz Felipe Baêta, GUEDES, Simoni Lahud e VOGEL, Arno (org.). Universo do futebol: esporte e sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982, p. 19-42.

FOER, Franklin. Como o futebol explica o mundo: um olhar inesperado sobre a globalização. Trad. Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. A dança dos deuses: futebol, cultura, sociedade. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

GIULIANOTTI, Richard. Sociologia do futebol: dimensões históricas e socioculturais do esporte das multidões. Trad. Marcelo de Oliveira Nunes, Wanda N. Caldeira Brant. São Paulo: Nova Alexandria, 2002.

HAMILTON, Aidan. Domingos da Guia: o divino mestre. Rio de Janeiro: Gryphus, 2005.

MÁRIO FILHO. O negro no futebol brasileiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964.

RIBEIRO, André. O diamante eterno: biografia de Leônidas da Silva. Rio de Janeiro: Gryphus, 1999.

RIO, João do. Hora de futebol. In: MARTINS, Luís (Org.) João do Rio: uma antologia. Rio de Janeiro, Brasília: Sabiá, INL, 1971, p. 60-63.

RODRIGUES, Nelson. Prefácio. In: MÁRIO FILHO. A infância de Portinari. Rio de Janeiro: Bloch Editores, 1966, p. 7-10.

ROSENFELD, Anatol. Negro, macumba e futebol. Organização Jacó Guinsburg e Abílio Tavares, tradução Modesto Carone. São Paulo: Perspectiva, 2007.

WISNIK, José Miguel. Veneno remédio: o futebol e o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2008


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 interFACES