Rir até o fim: a filosofia da morte na escrita de Aldo Palazzeschi

Eric da Silva Santiago

Resumo


O presente artigo visa apresentar um espectro da relação entre a escrita poética, narrativa e ensaística, palazzeschiana e a temática da morte, dando enfoque para possível criação de uma filosofia da morte no pensamento e obra do autor. Aldo Palazzeschi foi um autor italiano nascido em 1885 que, até a data de sua morte em 1974, produziu uma pluralidade de textos que variam entre poesias, novelas, romances, ensaios e manifestos, contudo, o autor é mais notoriamente conhecido por ter participado ativamente do Futurismo italiano ao lado de grandes artistas da época, como o pintor e escultor Umberto Boccioni (1882 – 1916), o pintor Carlo Carrà (1881 – 1966) e o também escritor, e fundador do Futurismo, Filippo Tommaso Marinetti (1876 – 1944). Já em sua fase futurista a temática da morte é presente e potente, estando presente em suas poesias e sobretudo em seu manifesto, porém, com o decorrer de sua escrita a temática evolui e ganha novas dimensões e texturas. Para a análise da obra palazzeschiana e sua relação com a morte serão utilizados alguns pensamentos sobre o processo da morte nas obras de Nietzsche (2011; 2017) e Schopenhauer (2015), alguns apontamentos sobre a escrita de Palazzeschi feitos por Curi (2007) e Tellini (2007; 2017), as considerações sobre o cômico, a comicidade e o riso de Bergson (2018), Berger (2017), D’Angeli e Paduano (2007) e Pereira (2017), e principalmente as propostas e ponderações do manifesto do próprio Palazzeschi (1994).

Palavras-chave


Aldo Palazzeschi; Morte; Schopenhauer; Nietzsche; Cômico;

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