O Ecossocialismo de Rojava: a potência da práxis do comum

Joyce Karine de Sá Souza, Ana Clara Abrantes Simões

Resumo


O presente trabalho propõe uma leitura ecossocialista aliada à teoria hardtnegriana do comum acerca dos movimentos de resistência em Rojava iniciados em 2012 no seio do Oriente Médio.  Dessa forma, objetivando opor à expansão exploratória e destruidora do capitalismo e do Estado, na primeira seção, examinamos a teoria acerca do ecossocialismo proposta por Michael Löwy, destacando suas principais contribuições e limites. Verificou-se que para alcançar toda a radicalidade de uma proposta ecossocialista é necessário pensá-la contrária também a uma dimensão proprietária, aproximando-a, assim, ao conceito de “comum” de Michael Hardt e Antonio Negri. Desse modo, na segunda seção, discute-se o conceito hardtnegriano de “comum”, tensionando-o com a teoria dos comuns, consolidada por Elinor Ostrom, e com o princípio do comum proposto por Pierre Dardot e Christian Laval. Por fim, na terceira seção, demonstra-se como Rojava configura uma experiência ecossocialista, com a produção e partilha constante do comum, fundando um mundo anticapitalista e antiestatal em que os seres humanos e o meio ambiente estão integrados.

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