Por Sinais de Fogo, de Jorge de Sena. Travessias

Pedro Fernandes de Oliveira Neto

Resumo


Dentre as várias possibilidades de manifestação sobre a travessia na literatura, este texto recupera a passagem ou a transição subjetiva de um ponto e outro como elemento figurativo e compositivo do romance Sinais de fogo. Neste interior, esta leitura conforma, panoramicamente, três linhas específicas: a descoberta do amor e do erotismo, a descoberta de si e do outro e a descoberta da história e suas implicações nas realidades individuais e coletivas. Desenvolvido não necessariamente nesta ordem, uma vez que nosso itinerário de leitura se guia por certa liberdade ensaística, esses três planos se interseccionam e ressaltam o que se pode designar deste romance como uma imagem rica e pulsante sobre a gênese do artista, incluindo a encenação do seu conflito com a sociedade, o homem e seu tempo. Isto é, no final, o que a leitura proposta estabelece, ao deslindar a travessia entre a condição do homem e a do escritor, são algumas possibilidades interpretativas sobre aspectos formais e temáticos desta que é a única incursão de Jorge de Sena pela prosa romanesca.

Palavras-chave


Travessia; Romance português; Jorge de Sena

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DOI: https://doi.org/10.35520/metamorfoses.2020.v17n1a37735

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