Pessoa, editor da poesia de Pessanha

Autores

  • João Dionísio

DOI:

https://doi.org/10.35520/metamorfoses.2021.v1n18a51010

Resumo

Fernando Pessoa foi um entusiasmado ouvinte, leitor e candidato a editor de poemas de Camilo Pessanha, escritor que considerou ser um dos fundadores da poesia portuguesa moderna. O presente artigo procura acompanhar sinais do interesse de Pessoa pela publicação extensiva da obra poética de Pessanha até à publicação da revista Centauro, em 1916, um período em que pensou poder vir a ser o principal responsável pela divulgação impressa destes poemas. Na recolha desses sinais de interesse, dá-se atenção sobretudo à actividade de recensão, bem como à tentativa de datar, ainda que só de maneira aproximada, os testemunhos que a comprovam. Por recensão entende-se aqui o levantamento de testemunhos e documentos afins, sem intuitos de colação textual com outras vias de circulação da obra em verso de Pessanha. A saída de Centauro corresponde a um marco neste assunto, na medida em que significa o fim do projecto pessoano de publicar estes poemas de maneira global, i.e., numa escolha ampla e representativa.

Biografia do Autor

João Dionísio

Professor Associado, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; investigador do grupo de Filologia, Centro de Linguística da Universidade de Lisboa

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Publicado

2022-03-31