In Trump we trust? A relevância do debate historiográfico pós-revisionista para a compreensão das transformações na política externa dos Estados Unidos

Flavio Alves Combat

Resumo


A vitória de Donald Trump na eleição presidencial norte-americana de 2016 foi acompanhada pelo discurso de que os EUA poderão reduzir os seus gastos com a defesa do sistema internacional. Paralelamente, Trump também sinalizou uma possível transformação das relações entre os Estados Unidos e a Rússia. Essas indicações de potenciais mudanças na política externa dos EUA são notavelmente interessantes à luz do debate historiográfico sobre a Guerra Fria porque sinalizam uma possível transformação das relações entre Washington e Moscou, e ressuscitam a tese historiográfica pós-revisionista de um “império a convite”. O objetivo do artigo é resgatar o debate historiográfico pós-revisionista sobre a Guerra Fria, sobretudo a tese do “império a convite”, traçando comparações com possíveis diretrizes de política externa do governo de Donald Trump. O artigo também propõe uma interpretação sobre a natureza da liderança norte-americana após a Guerra Fria, centrando a análise no papel desempenhado pela OTAN na defesa dos interesses dos Estados Unidos. Questiona-se a adequação da OTAN face aos novos desafios internacionais, apontando possíveis cenários para a Organização diante das potenciais transformações na política externa dos Estados Unidos.

Palavras-chave


Pós-revisionismo; Guerra Fria; Império a convite; OTAN; Donald Trump

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