O High North na estratégia norte-americana

Pedro Allemand Mancebo Silva

Resumo


Ao longo da Guerra Fria, o Ártico foi pouco utilizado por EUA e URSS em seus planos de projeção de poder ou mesmo de defesa, apesar de seu valor estratégico, aproximando as duas potências em conflito. No pós-Guerra Fria e especificamente ao longo das décadas de 2000 e 2010, o Ártico se tornou um espaço geoestratégico importante, figurando com alguma importância nos documentos estratégicos de defesa dos estados da região, além de ser o foco dos esforços de reorganização de forças armadas ao longo do círculo polar. Essa militarização da região impõe aos estados da região a adoção de estratégias específicas para o Ártico e os Estados Unidos não fogem a essa regra. Esse trabalho busca compreender de que forma se deu essa inserção, com foco para o período posterior à Guerra Fria, a partir dos documentos estratégicos e de dados disponíveis a respeito das estruturas de defesa instaladas no Ártico. O aproveitamento estratégico do Ártico também passa pela ocupação econômica, bem como pela discussão a respeito do degelo. Com o degelo, há interesse na utilização segura das rotas de navegação, a capacidade de exploração dos recursos ali presentes e a construção da infraestrutura que isso pressupõe. Dessa forma, também serão analisados os projetos e estratégias para a construção da capacidade econômica na região do Ártico estadunidense, bem como as limitações geográficas, ambientais e políticas dessas estratégias. Dessa forma, será possível compreender em que coordenadas o Ártico se insere na estratégia americana.

Palavras-chave


Ártico; Estados Unidos; Geopolítica; Recursos Naturais; Defesa

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