Nacionalismo energético, Petrobras e desenvolvimento brasileiro: a retomada interditada

Eduardo Costa Pinto

Resumo


Com a descoberta do pré-sal, o setor brasileiro de petróleo e gás ganhou crescente importância para a economia brasileira, tornando o país um ator potencialmente relevante tanto na posição de produtor como exportador mundial. Essa descoberta, atrelada às políticas governamentais dos governos do PT, impulsionaram a retomada do nacionalismo energético brasileiro que ampliou a apropriação, pelo Estado brasileiro, do excedente econômico do petróleo e adotou políticas industriais voltadas à expansão nacional de bens e serviços destinados ao processo de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo. Esse nacionalismo foi interrompido com a crise da indústria petrolífera em 2014/2015, com as mudanças políticas e ideológicas do governo após 2016 e com a pressão das grandes empresas petrolíferas internacionais para a abertura do mercado brasileiro. Diante disto, este artigo tem como objetivo analisar a interrupção do nacionalismo energético brasileiro, após o impeachment da Dilma Rousseff em 2016, e a nova trajetória adotada no setor de petróleo e gás brasileiro, destacando as mudanças regulatórias setoriais, a nova estratégia adotada pela Petrobras e os possíveis impactos dessas medidas para segmentos importantes do setor (grandes petroleiras internacionais, fornecedores nacionais de equipamentos, consumidores de derivados).

Palavras-chave


Petróleo; Nacionalismo Energético; Petrobras; Desenvolvimento

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