A teoria crítica de Robert W. Cox como método para uma análise das relações entre China e América Latina

Rodrigo Curty Pereira, Ana Garcia

Resumo


A teoria crítica de Robert W. Cox se consolidou como uma das principais críticas metodológicas às teorias tradicionais das Relações Internacionais. Neste artigo, apresentamos as principais contribuições de Cox através das categorias de estrutura histórica (capacidades materiais, ideias e instituições), forças sociais e hegemonia. Em nossa visão, o método coxiano da estrutura histórica e sua análise sobre as diferentes forças sociais que incidem sobre a realidade social e internacional fornecem um instrumental importante para analisar as transformações em curso na ordem mundial. Esse instrumental nos convida a enxergar além dos Estados nacionais e instituições, trazendo o olhar para as forças sociais em disputa. Partindo das formulações de Cox, apresentaremos uma interpretação das relações entre China e América Latina e Caribe. Mostramos que, apesar de romper com a onipresença das potências tradicionais e gerar expectativas de relações mais horizontais, a inserção de multinacionais chinesas na região também é fonte de conflitos. Estes vêm sendo de natureza socioambiental, levando ao questionamento sobre o próprio modelo de desenvolvimento adotado por países latino-americanos, baseado nas indústrias extrativas e infraestruturas a elas vinculadas.

Palavras-chave


Teorias das Relações Internacionais; Robert W. Cox; Investimento externo direto; China; América Latina e Caribe

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