Reflexões sobre teoria na obra de Robert W. Cox: contingência histórica como juízo central

Gabriel Garcia, Rafael Araújo Saldanha

Resumo


O seguinte trabalho tem como objetivo examinar na obra de Robert W. Cox a relação entre o uso pelo autor de uma análise contingencial da história e suas reflexões sobre teoria. Nele, focamos como o seu conceito de contingencialidade histórica se relaciona com suas reflexões sobre a divisão entre problem solving theory e critical theory, os usos sociais do conhecimento teórico e as relações do autor com a tradição teórica do marxismo. Para tal, analisamos o método historicista criado por Cox e como ele atribui a Giambattista Vico o papel de autor fundador da corrente historicista. O trabalho é dividido em três partes: 1. Na primeira, abordamos os principais escritos de Cox até 1987; 2. Nos aprofundamos na interpretação do autor sobre contingencialidade histórica ao abordar a interpretação de Benedetto Croce sobre os escritos de Giambattista Vico; 3. Por último, abordamos os escritos do autor após 1987. As conclusões do trabalho apontam para: o antideterminismo histórico como elemento central para o pensamento teórico do autor, a separação de seus trabalhos em duas fases distintas tendo como ano divisor 1987 e a sua identificação na primeira fase com o marxismo, mas através de uma corrente de sua própria autoria batizada de marxismo historicista.

Palavras-chave


Robert W. Cox; Giambattista Vico; Contingência Histórica

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