Alcances e limitações das teorias do Comércio Internacional para o mercado de equipamentos bélicos e o caso do Brasil

Patrícia de Oliveira Matos, Iliane Jesuína Silva Foresti

Resumo


O presente artigo tem como objetivo analisar as contribuições das tradicionais teorias do comércio internacional para o mercado de equipamentos bélicos e verificar a aplicabilidade dessas teorias para o caso brasileiro. São consideradas as teorias clássicas das vantagens absolutas de Smith, as vantagens comparativas de Ricardo, o modelo neoclássico de Heckscher-Ohlin, o modelo de economias de escala de Krugman, além do pensamento heterodoxo de List, Kaldor e Prebisch. Para a análise do comércio internacional de armamentos no Brasil foi utilizado o Trend-Indicator Value (TIV) do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI). A revisão teórica desses autores, assim como os dados levantados apontam que o pensamento heterodoxo, sobretudo as contribuições de Prebisch e de Kaldor, fundamentam mais adequadamente a análise do mercado de armamentos. Em relação ao caso brasileiro, observa-se que o país mantém uma situação comercial desfavorável em relação a países mais desenvolvidos, no mesmo padrão estrutural de dificuldades que condiciona demais setores da indústria brasileira. Porém, no mercado bélico a divisão internacional do trabalho mostra-se ainda mais complexa por também implicar em uma divisão centro-periferia relacionada ao aspecto estratégico-militar.

Palavras-chave


Teorias do Comércio Internacional; Mercado Internacional de Defesa; Brasil

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