Veículos elétricos chineses e os limites da indústria sob o capital monopolista
Resumo
Partindo da discussão sobre capital monopolista, este artigo tem como objetivo avaliar o avanço da indústria de veículos elétricos na China, apresentando um breve panorama no país, especialmente, pela ótica da política “Plano de Desenvolvimento da Indústria de Veículos de Nova Energia (2021-2035)”. A partir disso, discute-se o impacto do crescimento da participação chinesa no mercado automotivo tendo como lente as reações dos países imperialistas a partir de tarifas e algumas indicações sobre queda de lucratividade. Os resultados sugerem que – apesar de ter ingressado no setor automobilístico, rompendo uma estrutura oligopolista fortemente concentrada nos países imperialistas – a China se depara com um movimento protecionista que surge como reação à perda de participação no mercado e à tendência geral da queda da taxa de lucro no setor automobilístico pela entrada de mais um concorrente, ao contrário das hipóteses mais comumente elencadas na literatura sobre restrição ao domínio tecnológico.
Palavras-chave: China, Capital Monopolista, Veículos Elétricos.
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