Origem e evolução da Teoria da Inflação Inercial: ensaio sobre interpretação e método
METHOLOGICAL SPECIFICITIES IN DIFFERENT APPROACHES
Resumo
É pertinente considerar “a teoria da inflação inercial” – radicada na década de 1980 – como uma evolução do debate acerca da inflação crônica no Brasil, desenvolvido quase três décadas antes, estando, portanto, vinculada ao enfoque estruturalista latino-americano e às formulações nacionalistas do período. A despeito da dificuldade em torno da proposta de reunir “ideias” e “indivíduos”, os quais, não apenas pensaram, mas se fizeram atores na “trama” da estabilização da inflação brasileira, este artigo pretendeu uma síntese envolvendo as principais abordagens da inflação inercial desde as suas origens. Para tanto, propôs-se um arranjo relativamente cronológico em quatro seções, não incluindo a introdução e as considerações finais. A primeira seção apresenta a formalização do componente inercial na obra de Mário Henrique Simonsen, entre as décadas de 1960 e 1970, ao passo que a segunda promove a transição do debate à década de 1980. A terceira seção compreende a legitimação da teoria da inflação inercial, a partir dos esforços abstrativos do núcleo de professores da FGV/SP, identificado, posteriormente, como “novo desenvolvimentista”. Finalmente, a quarta seção apresenta as equações formuladas pelos economistas “institucionalistas/inercialistas” vinculados à PUC-Rio, comparando estas às dos economistas da FGV/SP, de modo a destacar a contribuição conjunta, tanto para a elaboração de um arcabouço teórico da inflação inercial, quanto para a proposição de políticas de estabilização subsequentes.
Palavras-chave: Economia; Inflação Inercial; Indexação; Preços.
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